Bem-vindos à escola de magia e bruxaria de Hogwarts, digo...

...Miss Robichaux's Academy for Exceptional Young Ladies.

Depois de uma temporada recheada de bizarrices (bizarrice da boa), "American Horror Story" finalmente está de volta para uma terceira temporada que promete trazer doses estupendas de bruxaria, puro voodoo e avada kedavras. É claro que após um ano de tramas tão bem amarradas e momentos chocantes, não poderíamos esperar menos de AHS do que uma ótima season premiere. E isso, posso dizer com absoluta certeza e em nome de Madame LaLaurie, que tivemos.

Assim, Coven mostra já em seus minutos iniciais a que veio, colocando uma cabeça de touro em nossas cabeças e nos fazendo questionar se sangue não seria o ingrediente secreto de Jennifer Aniston para tamanha juventude. 

E talvez por, logo de cara, a trama já nos arremessar em meio a uma sequência de eventos chocantes e aterrorizantes, o decorrer do episódio soe um pouco morno e equilibrado demais para os níveis de AHS. O que não é nenhum demérito, já que Ryan Murphy consegue nesse meio tempo nos introduzir aos personagens principais de sua nova trama e desde então já torná-los cativantes e interessantes; se beneficiando também do já tão conhecido e adorado elenco que tem em mãos.

Violet, digo, Zoe é um grande exemplo disto. A personagem de Taissa Farmiga inicia sua história em um vagão de trem (cof-cof... Hogwarts Express... cof!) vivendo uma bruxa que na trama deverá aprender a canalizar seus poderes ao ingressar na Academia Robichaux. Ao lado dela, teremos Queenie (mais conhecida como Preciosa-Boa-De-Garfo), Madison Montgomery (interpretada por Emma Roberts... não Watson) e Nan (nossa querida Clarinha).

Já Lana Banana, ou melhor, Cornelia Fox se encontra no comando da escola, quando não está usando seus conhecimentos em Herbologia para fazer poções. E, é claro, que nessa receita não poderia faltar o ingrediente principal: Jessica Lange, que aqui vive a "supreme" e egocêntrica Fiona Goode.

O foco ao gênero feminino é claro e Ryan Murphy pretende usar isso para realçar a figura da mulher como o ser forte e detentor de poder que é, sendo as bruxas a representação por ele encontrada para fazer isso. Assim, temos aqui diferentes gerações de mulheres, que de Zoe até Madame LaLaurie, terão suas histórias contadas ao longo desta que tem tudo para ser mais uma excelente, bizarra e impecável história de terror americana.   

American Horror Notes:

- "La la la... la la-la" é a "Dominique-nique-nique" desta temporada.

- O que dizer de Madison virando o ônibus escolar após ser estrupada por 80 caras? Carrie, a estranha total.

- E a boneca de voodoo humana enfiando o garfo na própria mão... eu não disse que Preciosa era boa de garfo?

- Comparar essa temporada de Coven à The Secret Circle é como comparar a Monalisa ao chroma key de Once Upon a Time.

- Quem não é fã de Harry Potter provavelmente não entendeu 99% das referências desta review. Então... me perdoem... e vão ler J.K. Rowling.

- Terei pesadelos com a cena do minotauro. Só pra constar.

- Tem coisa mais assustadora do que Kathy Bates?

- Se Zoe fosse uma heroína, deveria se chamar "Vagina de Aço". Seria o método contraceptivo mais eficaz do mundo.

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