Para quem não sabe easter eggs são detalhes escondidos que podem ou não ter algum significado dentro da trama de uma série. No caso de Fringe, sua equipe de produção traz uma quantidade exorbitante deles que muitas vezes chegam a ser dicas crucias para algumas das mais importantes resoluções da série, enquanto outros são apenas detalhes divertidos que nos fazem somente adorá-la ainda mais. Como exemplos de easter eggs temos: as aparições escondidas dos observadores, os glyphs code que são aquelas imagens que aparecem a cada break do episódio e que no final formam uma palavra que pode ou não servir de pista para o episódio seguinte, alguns anagramas, números sugestivos que se convertem em datas e endereços e até referências a obras semelhantes, inclusive Lost. Depois de descobrir a quantidade de elementos escondidos que existem na série, tenho certeza que você passará a ver os episódios com outros olhos. Ou com uma lupa se achar necessário.
Walter não é o protagonista de Fringe, mas rouba a cena sempre que aparece. O fato dele ter sido o causador de tantos problemas que envolvem não só um mas dois universos e ainda ser adoravelmente educado e gentil o torna um personagem extremamente complexo e ao mesmo tempo impossível de se odiar. Grande parte do que é Walter hoje veio graças ao genial John Noble, que não me canso de elogiar e de reclamar pela falta de uma estatueta do Emmy para este ator excepcional. Além do mais, Walter consegue ser extremamente perspicaz por diversos momentos, solucionando alguns dos principais mistérios que torneiam a séria. E como se isso tudo já não fosse suficiente, consegue trazer a série o alivio cômico que toda ficção científica precisa, seja quando aparece pelado em momentos inapropriados ou quando confunde o nome de todos, especialmente da nossa querida Asterix... Asperine... Alex... Astrid.
Muitos passaram a gostar de Fringe depois que ela se mostrou extremamente eficaz em termos de trama. Eu não. Passei a gostar de Fringe depois que percebi o quanto me importava com os personagens. Para ser mais específico essa transição ocorreu depois do episódio "White Tulip", pois ali tive certeza de que o que estava assistindo era algo diferencial. No geral, a série que tanto traz elementos míticos da física de fronteiras também sabe como manter muito bem uma escala humana para seus personagens, fazendo isso sem prejudicar em nada o andamento habitual dos episódios. Quantas vezes não nos emocionamos com Fringe? Quantas vezes não perdoamos Walter por seus erros? Quantas vezes não sorrimos com Olivia e Peter, ou, Walter e Astrid? E quanto aos olhos gentis da gene? Bom, neste caso seria escala bovina, então deixemos pra lá.
A mitologia
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A intenção desta lista não era apenas compartilhar as 5 coisas que fazem de Fringe uma série espetacular, mas também descobrir o que vocês leitores mais amam nesta série. Portanto, deixem nos comentários suas opiniões. Faça a sua lista!
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