Não é a primeira, nem última vez que os roteiristas de Fringe comparam a própria obra como uma grande partida de xadres. Algo de fato pertinente de vermos que aqui também há dois lados, dois adversários, diversos peões e algumas peças importantes.
Descobrir quais eram as intenções de Broyles e os riscos a qual ele esteve disposto a correr por seu filho, dá a nós telespectadores aquele mesmo sentimento que tivemos por Walter quando este abriu um portal para o outro universo e levou o pequeno Peter para sua "casa". Broyles ajudando seu filho também derruba, obviamente, a teoria anterior de que ele havia sido substituído por um shapeshifter. Ele é o mesmo, apenas humano e tentando corroborar com a saúde do seu filho.
Dito isso, cada vez mais sinto uma necessidade dos roteiristas em nos fazer criar vínculos com todos os personagens de sua série. Como se fosse preciso. Talvez pela próximidade com o fim de Fringe (ruim falar isso, mas é verdade) os produtores queiram deixar ao máximo o sentimento mais dolorido de um fim: a saudade.
Vide Astrid dando um pote de café para Bastrid. Eis duas personagens que aprendi a gostar nesta temporada graças ao roteiro de Jeff Pinkner e J.H. Wyman que sabem como dosar com maestria o drama com o sci-fi. Ademais, na próxima vez, sugiro outro presente para Bastrid: a chapinha de 2026.
Outro momento de vínculo entre os personagens decorreu através de Bolivia e Walter. Dois dos meus personagens preferidos interajindo como nunca antes visto, um de roupão e o outro bêbado. Não particularmente nesta ordem.
Jones, por sua vez, ainda encontra-se como o ponto vago da temporada. Entendo a intenção de criar-se mistério pela falta de qualquer informação sobre o vilão, suas verdadeiras intenções e seus motivos, porém ainda não consigo temer sua figura como alguém que promete unir dois universos com frequências sonoras. Talvez o roteiro esteja querendo nos mostrar que a falta de evidências pode ser a maior delas (vide Sherlock Holmes), mas no momento Jones é, para mim, uma grande interrogação.
Vale destacar também que através deste episódio pudemos entender um pouco mais sobre o funcionamento da Máquina do Apocalípse. Coforme vimos, o espaço/tempo dos universos pode ser facilmente controlado por frequências sonoras. Logo cheguei a conclusão que a Máquina do Apocalípse não passa de uma grande caixa de som capaz de produzir frequências sonoras, de modo que se colocadas em paralelo podem unir e trincar ambos os universos, o que de fato traria consequências catastróficas. Uuma delas, pessoas caindo de aviões.
O observador nesta semana, particularmente, foi um dos mais fáceis de se encontrar. É possível vê-lo logo atrás de Robert David Jones quando este está subindo as escadas para ir de encontro à Broyles. Veja:
O Glyphs Code da semana soletra a palavra Simon. Logo não pude encontrar qualquer ligação que este nome tenha com o episódio desta semana "The Consultant", porém pude encontrar uma ligação com outro episódio, mas especificamente, o 2x10 "Grey Matters" - acredito que "Simon" esteja relacionado ao final do episódio, onde em um flashback é revelado que William Bell usa um nome diferente do próprio, Dr. Simon Paris. Alguma chance de que Belly voltará à Fringe? Por precaução, melhor não aceitar bebidas de estranhos, especialmente chás.
Neste episódio, há uma estranha brincadeira com as luzes que compõem a maioria das cenas noturnas. Logo não pude deixar de notar que surgem luzes azuis, vermelhas e até verdes durante alguns dos diálogos que vimos nas cenas abaixo:

Dando continuidade a "piração", vale destacar também as bolas que vemos na loja de brinquedos logo atrás de Walter, o que chama atenção aqui também são as cores. Fica também à título de curiosidade que a vítima deitada usa uma duas blusas, uma de cor azul e outra vermelha.


E como de praxe também tivemos neste episódio uma referência à "Lost" (outra produção de J.J. Abrams). Uma das referências mais legais que a série já fez. Entenda: vimos no início do episódio a vítima da semana sofrer uma queda de avião instantânea dentro de uma sala de reuniões, logo atrás dele é possível ver que o nome da empresa onde se encontra é Aartz Holdings. Sendo que Aartz era o nome de um dos sobreviventes do voo Oceanic 815 em "Lost", aquele que foi pelos ares após brincar com dinamite. Lembram-se? (reveja a cena aqui).


Para finalizar mais uma referência à "Lost": neste episódio, Olivia diz ter uma lista de 108 suspeitos, número correspondente a soma dos números "malditos", ou melhor, 4 8 15 16 23 42.
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