Marionetes humanas.
Dessa forma, um dos grandes trunfos da série se apresenta: a imprevisibilidade. Isto porque os ditos súditos de Carroll não são simples marionetes controladas a fio por seu sádico mentor. São humanos que, assim como nós, são imprevisíveis e falhos. Logo, os resultados são relativos e sujeitos a erros. Portanto, me questiono até que ponto as escolhas dos assassinos poderão interferir no plano de Carroll? O que torna a série uma experiência ainda mais interessante de se acompanhar.
Ademais, "The Following" não só se preocupou em reafirmar a premissa apresentada em seu piloto como revelou uma narrativa contínua neste segundo episódio, o que a tira do estigma de procedural temido por muitos que acompanham séries do gênero. Claro, tivemos o caso da semana, mas nem de longe "Chapter Two" se resume a caçada e prisão do assassino Jordy.
Neste 1x02, também conhecemos Emma Hill, uma das seguidoras do culto de Carroll que se disfarça de empregada para sequestrar o filho de Claire Matthews. E é através dos habituais flashbacks de Williamson que acompanhamos a "evolução" de Emma, assim como os métodos que Carroll utiliza para transgredi-la de garota "inocente" com mãe desfuncional a assassina impiedosa. Além disso, ainda fomos presenteados com a eletrizante sequência em que Emma esfaqueia a mãe e depois, ao encontrar o olhar de Jacob, vê um tom de satisfação que os une.
Sobre isso, vale ressaltar que até em um thriller sangrento como "The Following", Kevim Williamson tem encontrado espaço para encaixar alguns de seus adorados triângulos amorosos, tanto com os coadjuvantes Jacob, Paul e Emma quanto os protagonistas Ryan, Joe e Claire. O roteirista também não abre mão de seus excepcionais plot twists, sendo o maior deles até o momento a descoberta de que a agente e especialista em cultos Debra Parker faz parte dos followers de Carroll, o que é revelado quando a mesma entrega-o um livro com todas as obras de Allan Poe na prisão.
E se aqui notamos o uso de alguns dos característicos sustos de Williamson vistos na franquia Pânico, como a cena em que o assassino surpreende Ryan em meio as máscaras, também somos agraciados por sequências que se afastam por completo do gênero slash, feito o término arrebatador do episódio em que o mesmo assassino põe fogo em uma vítima em meio a uma avenida movimentada.
Postar um comentário Facebook Disqus